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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Mito e verdades sobre o ovo
Durante muito tempo ele foi acusado de ser uma bomba de colesterol. A má fama começou há cerca de 40 anos, desde que se cogitou a relação entre o ovo e as doenças do coração. Mas, na década de 90, vários estudos contrários a essas acusações começaram a surgir.
Uma das descobertas mais importantes, apresentada em um trabalho realizado pela Universidade de Kansas (EUA), foi a de que apenas uma pequena parcela do colesterol sanguíneo provém da dieta e a maior parte é produzida pelo próprio organismo. E o ovo possui uma substância (fosfolipídeo) capaz de interferir na absorção do colesterol, impedindo sua captação pelo intestino, que é o responsável por levar tal substância para o sangue. Portanto, aumentar a ingestão de colesterol não provoca necessariamente elevação importante de seus níveis séricos.
Alto benefício e baixo custo
Após o estudo passou-se a dar mais destaque ao valor nutricional do alimento que, além de saboroso, é de baixo custo. O ovo é uma excelente fonte de vitaminas A e do complexo B e de carotenoides, que colaboram na prevenção de doenças degenerativas. Também é rico em minerais, como ferro, fósforo, selênio e zinco. E, segundo o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), o valor nutricional de sua proteína pode ser comparado ao do leite materno, pois contém todos os aminoácidos essenciais.
E quanto ao limite no consumo? Considerando uma alimentação saudável, o recomendado seria até duas unidades por dia.
Verdades:
- Aumenta o bom colesterol (HDL)
Estudos mostram que o consumo de ovo aumenta a quantidade de HDL (colesterol bom), que é considerado um fator preventivo contra a aterosclerose (quando placas de gorduras se formam nas paredes das artérias).
- Ajuda a manter os músculos
Se a ideia é ganhar ou evitar a perda de massa magra, o ovo pode ser um grande aliado. Na clara, mais especificamente na ovoalbumina (proteína da clara), há uma boa quantidade de leucina, um aminoácido utilizado em suplemento nutricional que evita a perda de musculatura e é consumido por alguns atletas.
- Favorece o emagrecimento
Alimento de alta saciedade, o ovo faz com que a pessoa para voltar a ter fome. A constatação veio de um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, em 2005. Em equilíbrio, evita picos de insulina e aquela vontade louca de beliscar ou comer o que há pela frente.
- Alimenta a memória e diminui a ansiedade
Na última década, algumas pesquiss demonstraram que a colina, uma substância nutritiva encontrada em alguns alimentos, é importantíssima para melhorar a memória e a capacidade cognitiva e para a formação de novos neurônios. Logo, o consumo desse nutriente é de grande importância para prevenir doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. E, assim como o amendoim, germe de trigo, fígado, carne, peixe, queijo, repolho, brócolis e couve-flor, a gema do ovo é uma ótima fonte. A colina também é importante durante a gravidez, pois a substância ajuda a fortalecer o desenvolvimento do feto.
Mentira:
- Aumenta a incidência de doenças cardiovasculares
Ficou comprovado que não existe relação entre o colesterol presente no ovo e o aumento das taxas de gordura no sangue. Tudo graças a pesquisadores que parecem nunca terem se conformado com a má fama do ovo. Hoje já se sabe que, quando dosamos o colesterol do sangue, ele reflete muito mais a ingestão de gorduras saturada e hidrogenada; estas, sim, verdadeiras vilãs, pois aumentam o LDL (colesterol ruim) e o risco de doenças cardiovasculares.
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